Brasilino Alves de Oliveira Neto
O filho, tenra criança, fazia perguntas e ele respondia.
Repetia a pergunta e ele amavelmente explicava.
Foram centenas delas e tantas pacientes
respostas.
Passaram-se os anos, aquela criança, hoje
jovem continua a perguntar.
E o pai cuidadosamente a explicar.
(Tudo é fácil quando a relação se dá de pai para filho !)
(Tudo é fácil quando a relação se dá de pai para filho !)
Seguiu-se o andamento célere do tempo.
Hoje o filho amadurecido o pai envelhecido,
E sem muita mobilidade.
O Pai pediu ao filho:
- Pode me levar até a praça hoje ? há tempo
não vou lá !
- Mas o que você (deveria ser senhor) vai
fazer lá ?
- Rever alguns amigos que há muito não
encontro.
- Mas se você quiser rever sempre seus amigos
deverei levá-lo sempre ? !
- E eu não tenho tempo a perder !
- Está bem, não precisa me levar, vou só !
- Que vai só, não consegue nem andar, vai
demorar um ano pra chegar, e ai seus amigos já se foram.
- Não tem problema já não quero mais
vê-los.
- Quero somente relembrar o tempo
que com você ali passei, passeei e respondia às perguntas que você me fazia, e
nas respostas estava o alento de meu coração e alma, pois o amava tanto quanto
hoje.
- E por certo estes sentimentos ali
ainda estão e me farão entender que o tempo que você não tem hoje ‘a perder
comigo’ foram os que eu ganhei com você.
Isto me será a compensação e me valerá ter
vivido, ter sido seu Pai.
Filho não perca, vá sim ganhar seu tempo.
Vai filho e que Deus te abençoe ! Amo-te !
Academia Caçapavense de Letras
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