sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Mahatma Gandhi


Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos, e ele respondeu:

A Política, sem princípios;
o Prazer, sem compromisso;
a Riqueza, sem trabalho;
a Sabedoria, sem caráter;
os Negócios, sem moral;
a Ciência, sem humanidade;
e a Oração, sem caridade.

Não Pensem Que o Amor É Eterno.


Iracema Zanetti

O amor só me fez chorar
Porque nele não creio mais
Já sofri quando fui deixada sem palavras
Por um imenso amor que me fazia sonhar!

Esperançosa eu apenas pensava em sua volta
Mas como se eu nada fosse
Ele não me disse uma só palavra
E da minha vida desapareceu!

Sofri todas as dores deste mundo
E eu não sabia que existiam
Tão grande era minha felicidade!

Passou o tempo de tristeza e de muitas lágrimas
Sem jamais eu esperar fui abençoada
Um novo amor surgiu na minha vida!

Por tudo o que eu sofri não desejo mais em nada
Nem mesmo em nenhuma promessa de amor
Meu coração não anseia
E nem bate por mais ninguém!

Por mim mesma me libertei dos pensamentos
Que me alucinavam de tanta dor
Hoje delas me livrei não penso em nada
Não penso mais em ninguém!

Vivo minha vida e não quero outro amor
A não ser o Amor o Carinho e a Paz do meu Senhor!

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Poetisa paulistana e residente em Belo Horizonte
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=761

Paz na Terra !!!


Lilia Costa 

Tentando encontrar a paz
Fui a uma aventura audaz
Subi a mais alta montanha
Senti uma fadiga tamanha
Caminhei pelo deserto
Conheci um mundo incerto
Longe de casa senti saudade
Pensei que paz fosse liberdade
O contrário de paz é guerra
É assim que está a Terra
Pensei em mudar de planeta
Quando ouvi soar a trombeta
Um anjo se aproximou
E no meu coração tocou:
“Aqui se encontra a paz,
De semeá-la és capaz”.

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Poetisa de Itabirito – Minas Gerais
http://www.recantodasletras.com.br/autores/liliacosta

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Alucinação.


Candy Saad
 
A dança dos ventos
Levanta as cortinas
mostrando o céu...
Quantas estrelas!
A lua clareia a imensidão...
Lua e estrelas curiosas
invadem a minha solidão
E encontram no silêncio
da noite fria minha alma abatida
de saudades do seu amor
O frescor da madrugada
desliza em minha pele
como um carinho seu,
leve...suave...
Tão real...
Alento para meu coração
Um recado seu trazido pelo vento?
Ou uma alucinação?
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Poetisa de Jundiaí
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=5366

Hoje.

Lília Costa

Quando a gente se encontrou
Nossos olhares se cruzaram
Seus olhos buscaram meu decote
Desejei ter seios fartos
Mas não tenho
Quando você me questionou
Minha respiração falhou
Mal consegui responder
Desejei ter mais coragem
Mas não tenho
Quando você se despediu
Acariciou minha face e sorriu
Meu sorriso me traiu, não se fez
Desejei ser dissimulada
Mas não sou
Quando você se virou
Uma lágrima no meu rosto passeou
Minha mão lhe acenou
Desejei ser o seu amor
Mas não sou...

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Poetisa de Itabirito – Minas Gerais
http://www.recantodasletras.com.br/autores/liliacosta

A escolha, ser feliz !


Brasilino Alves de Oliveira Neto

Filho, tuas palavras calaram fundo em mim.

Contrariavam os planos que havia traçado para sua vida sem, no entanto, haver te consultado se era isto mesmo que você queria ou buscava para ser feliz.

Foram instantes de profunda meditação.

Mas se as palavras ditas foram para traçar novos rumos e você ser feliz, desde este instante abrando meu coração e ajo para que isto se dê e você seja feliz, muito feliz !

Beijos.

Academia Caçapavense de Letras

domingo, 8 de janeiro de 2012

Perguntei à Lua.

Brasilino Alves de Oliveira Neto

Não há mais o que fazer, pois há anos ando a procura da mulher que amo e não a encontro.

Segui caminhos tortuosos e retos, largos e estreitos, curtos e longos, aprazíveis e desconfortáveis, sempre à sua procura e nada de encontrar.

A solidão por isto é sempre minha companheira.

Contei nesta caminhada com tudo de poesia, esperanças e felicidades que a vida me oferta para encontrá-la, mas isto não se deu e eu continuo em minhas andanças.

Em uma delas, colhido pelo cansaço, num princípio de entardecer, recostei-me na mureta de uma pequena e acolhedora cachoeira, onde de seus respingos nascera um lindo pé de margaridas brancas, e tão alvas quanto os primeiros lindos raios emanados da Lua na fase Nova.

Olhando para os céus, vislumbro sua imensidão e imagino o quanto hei de caminhar para que este encontro se dê.

Mas a esperança deste encontro, mesmo sem saber quando se dará me conforta e ali adormeci à luz da Lua que tomava o firmamento.

O sonho que tinha acordado perdurou no sono e continuei pensando na mulher que busco.

O brilho da luz do luar que envolve todos os enamorados envolvia meu ser e o sonho que tenho em encontrá-la.

Surge neste sonho um Anjo, que tinha a beleza e encantos do rosto que lhe imagino e não me contive com tanta beleza e não queria jamais acordar, quando dele ouvi: Queira sim acordar e depois Pergunte à Lua onde você pode me encontrar ?   E ela, se acreditar realmente no amor que você me devota,  te dirá.

Relutante despertei, olhei para a Lua e disse a ela o amor que lhe dedicava e perguntei como e o que deveria fazer para poder encontrá-la ?

Observei que a Lua não acreditou plenamente na declaração de amor que lhe fiz.

Mas mesmo assim respondeu-me que deveria seguir as trilhas que iluminava e ao amanhecer, quando seus raios já estivessem ofuscados pela luz do Sol, na casa branca à beira do caminho, com tem pés de margaridas também brancas, que colhesse uma delas e a despetalasse com o bem-me-quer e mal-me-quer e se a pétala final fosse do bem-me-quer, ali poderia encontrar a quem há anos busco. 

Sai apressadamente, mas fui alertado pela voz da Lua que não adiantava correr, pois somente após seus raios estarem ofuscados pela luz do sol é que me seria possível a chegada ao lugar.

Diminui meus passos, mas meu coração continuava em desabalada carreira, batia além de sua capacidade, pois tinha um só objetivo: Encontrar a mulher que busco, tal como sempre a imaginara e com ela ficar.

Amanheceu o dia,  os raios solares surgiram e encontrei a casa branca com margaridas no jardim. Entrei e colhi uma delas com a esperança de que a última fosse a bem-me-quer, e daí nosso encontro.

Tremia de medo e meu coração batia célere e descompassadamente.

Neste instante abre a porta e surge uma linda moça vestida de branco, com os encantos e beleza do Anjo que no sonho me aparecera.  Iniciei o despetalar da margarida começando pelo bem-me-quer.

A penúltima pétala foi a do mal-me-quer e iniciei minha caminhada na direção daquele Anjo que estava à minha frente, imaginando-me ter encontrado a mulher a quem dedico minha incessante busca quando, sem qualquer palavra, ela deu um passo para trás e fechou a porta.

Foi quando puxei a última pétala que era a do bem-me-quer, tudo de forma que se cumprisse a profecia que a Lua me fizera, pois era tudo o que eu queria e acreditava.

Porém, a pétala do bem-me-quer se parte ao meio, fazendo-me entender que a Lua, a quem eu fizera a pergunta, não acreditara no amor que eu havia lhe declarado e não me entregou a mulher a quem continuarei buscando.

Podem passar anos, séculos, eras e até mesmo tempos infinitos, continuarei em sua busca, em sua procura, pois preciso de você para ser feliz.

Venha !

Academia Caçapavense de Letras